Com o passar dos anos, a minha paixão pelos/as jovens intensifica-se. A rebeldia, a irreverência, a crença genuína de que podem mudar o mundo, a energia e a vida que conseguem acrescentar aos nossos dias são dádivas que aprendi a preservar através da constante companhia da “pequenada”- alunos/as.
Não acredito em “gerações rasca”, acredito é que haja “velhos do Restelo” (qualquer que seja a idade) que estigmatizam os jovens para garantirem e perpetuarem o seu poder e que, ao invés de investirem na formação e engrandecimento destes, os repudiam e marginalizam.
Por conseguinte, fico muito satisfeito quando vejo jovens dirigentes, treinadores, árbitros e sobretudo praticantes desportivos a desabrocharem e afirmarem-se no cenário desportivo. Aplaudo-os, incentivo-os e admiro-os.
São sobejamente reconhecidas as enormes valências do desporto para a construção estruturada de personalidades, para o robustecimento do carácter, para o fortalecimento da cooperação, da tolerância e solidariedade individuais e colectivas, para a busca constante pela superação, pelo êxito (que não apenas os resultados desportivos), pelo esplendor, entre muitas outras. Sem menosprezo por outras formas de expressão e fontes de aprendizagem, é sobejamente aceite o potencial do desporto como instrumento da formação e desenvolvimento integrais das nossas crianças e jovens.
Porém, na base deste reconhecimento e destas constatações estarão condutas apropriadas por parte de quem se relaciona directamente com os jovens, sejam técnicos, dirigentes ou árbitros/juízes? Existirão programas desportivos que correspondam às necessidades e características das crianças e jovens das diferentes localizações geográficas do país? Quando se começará, entre nós, a equacionar e a combater problemas tão graves como a contratação precoce, o assédio sexual ou a prescrição, ou sugestão de consumo, de esteróides anabolizantes às crianças/jovens?
Como é possível, em determinadas modalidades, ter-se regredido no que concerne ao tipo de competições e respectivos quadros competitivos ao ponto de crianças de 10-12 anos integrarem campeonatos nacionais em tudo idênticos aos modelos competitivos padronizados para o escalão de seniores? Admiram-se depois do abandono precoce da prática desportiva, da desmotivação progressiva dos atletas e dos conflitos entre os que dirigem e os que praticam? Admiram-se depois que os jovens, quando as exigências escolares aumentam, desistam dos seus sonhos desportivos? Admiram-se depois que os clubes, face a tamanhas exigências financeiras para suportarem viagens frequentes e longas, refeições, custos de arbitragens, de instalações desportivas, de pagamento a técnicos e funcionários (e já não falo dos dirigentes, que na sua maioria são voluntários!) definhem e fechem as suas portas? A este tema voltarei brevemente, com aproximação a realidades concretas e casos específicos.
Não acredito em “gerações rasca”, acredito é que haja “velhos do Restelo” (qualquer que seja a idade) que estigmatizam os jovens para garantirem e perpetuarem o seu poder e que, ao invés de investirem na formação e engrandecimento destes, os repudiam e marginalizam.
Por conseguinte, fico muito satisfeito quando vejo jovens dirigentes, treinadores, árbitros e sobretudo praticantes desportivos a desabrocharem e afirmarem-se no cenário desportivo. Aplaudo-os, incentivo-os e admiro-os.
São sobejamente reconhecidas as enormes valências do desporto para a construção estruturada de personalidades, para o robustecimento do carácter, para o fortalecimento da cooperação, da tolerância e solidariedade individuais e colectivas, para a busca constante pela superação, pelo êxito (que não apenas os resultados desportivos), pelo esplendor, entre muitas outras. Sem menosprezo por outras formas de expressão e fontes de aprendizagem, é sobejamente aceite o potencial do desporto como instrumento da formação e desenvolvimento integrais das nossas crianças e jovens.
Porém, na base deste reconhecimento e destas constatações estarão condutas apropriadas por parte de quem se relaciona directamente com os jovens, sejam técnicos, dirigentes ou árbitros/juízes? Existirão programas desportivos que correspondam às necessidades e características das crianças e jovens das diferentes localizações geográficas do país? Quando se começará, entre nós, a equacionar e a combater problemas tão graves como a contratação precoce, o assédio sexual ou a prescrição, ou sugestão de consumo, de esteróides anabolizantes às crianças/jovens?
Como é possível, em determinadas modalidades, ter-se regredido no que concerne ao tipo de competições e respectivos quadros competitivos ao ponto de crianças de 10-12 anos integrarem campeonatos nacionais em tudo idênticos aos modelos competitivos padronizados para o escalão de seniores? Admiram-se depois do abandono precoce da prática desportiva, da desmotivação progressiva dos atletas e dos conflitos entre os que dirigem e os que praticam? Admiram-se depois que os jovens, quando as exigências escolares aumentam, desistam dos seus sonhos desportivos? Admiram-se depois que os clubes, face a tamanhas exigências financeiras para suportarem viagens frequentes e longas, refeições, custos de arbitragens, de instalações desportivas, de pagamento a técnicos e funcionários (e já não falo dos dirigentes, que na sua maioria são voluntários!) definhem e fechem as suas portas? A este tema voltarei brevemente, com aproximação a realidades concretas e casos específicos.


Sem comentários:
Enviar um comentário